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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Meus 39 anos

Afinal, o que é um aniversário?

Bom, meu aniversário nada mais é pra mim que um dia de lembrança...

Meu aniversário não é só bolinho, brigadeiros e “parabéns-pra-você” (aliás, corro disso!). Meu aniversário é aquele dia em que lembro de quem interferiu na minha vida e que há vários anos tenho interferido na vida das pessoas. Nos meus aniversários, também me lembro que sou mortal e que minha caminhada é certa para o fim.

A rapidez com que os anos se derretem lembra que a vida é um foguinho de nada e tá sempre chovendo.

Não vou ficar aqui enumerando as vantagens e desvantagens de ficar mais velho, basta dizer, que tenho vivido. O que também significa que tenho sofrido um pouco, afinal não sou diferente de ninguém.

A cada dia aprendo que a vida é simples... e de uma simplicidade assustadora!

“Viver consiste em... viver !” - o que parece uma frase vazia é a mais pura verdade.

Acorda-se, come-se - vive-se. Trabalha-se, conversa-se - vive-se.

Viver é ser, é estar, mas não é controlar. Viver é não prever nem tampouco se antecipar. Viver é quase se despreocupar. Viver é saber que o que não tem remédio remediado está.

Não sou um “professor de vida” e nem pretendo ser. Quero continuar errando e aprendendo. Só gostaria de acertar um pouquinho mais...

Chego aos 39 anos com sentimentos confusos, porque tem dias em que me sinto ainda bem novo e tenho até vontade de voltar a tocar e ter banda de rock.

Há dias, porém, em que me sinto um velho rabugento, cheio de manias, com o corpo e a mente cansados desta vida cheia de altos e baixos.

Assim sigo. Porque viver é seguir. Se a morte me atormenta, faço dela um texto, para que, quem sabe, talvez ela se esqueça de mim... como eu também esqueço de meus textos...

E de um jeito muito estranho, meus pensamentos têm um propósito firme: resistir.

Às vezes sinto que sou uma besta, mas dei sorte porque meus amigos não acham.

Sobre os amigos, bem, os últimos anos têm sido interessantes. Tenho conhecido muita gente e depois “desconhecido” as mesmas pessoas. Pessoas antigas e novas têm saído da minha vida, numa movimentação que antigamente me atormentava, mas que hoje, cada vez mais eu encaro como natural.

Mesmo assim, continuo não entendendo o porquê de, mesmo querendo muito, não conseguir me relacionar muito bem com algumas pessoas. Ou melhor, até entendo, mas não vem ao caso.

Tô feliz com meus poucos amigos e com nossa deliciosa capacidade de nos suportarmos apesar das nossas diferenças... dizem que isso é amor.

Na minha vida estou aprendendo a não fazer planos. Muitos dos que fiz, simplesmente se esqueceram de me incluir neles...

Mesmo assim vou me esforçar para ser produtivo.

Mesmo assim vou amar e ficar raiva... vou me alegrar e chorar... vou sonhar e me decepcionar...

Porque assim têm sido os anos desde aquele outono de 1969.



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2 comentários:

Cesar Cruz disse...

Muito bom G.!
Parabéns pelos seus 39 anos, e que o bondoso Deus te proteja e te guie por mais um ano nesta tortuosa vida da gente... tão efêmera e tão breve... Me lembrei da esplêndida música do Gonzaguinha:

"Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo,é uma gota, é um tempo que nem da segundo,há quem fale que é um divino mistério profundo, é o sopro do Criador, numa atitude repleta de amor, você diz que é luta e prazer;
Ele diz que a vida é viver;Ela diz que o melhor é morrer, pois amada não é e o verbo sofrer..."

E por aí vai,
Abç do amigo, Cesar

Sisi Cassola disse...

Oi, G, sabe?! Uma coisa tenho certeza, que nunca vamos deixar de observar e aprender ou desaprender, aliás às vezes bem necessário....mas alheio nunca, uma vez fora do time......o que acho ótimo, a lucidez e a evolução andam juntas....bacana é a serenidade estar cada vez mais presente também....
Ah, mais uma coisa, você é um grande amigo, daqueles que ficam pra sempre no coração e nas boas histórias.
Bjss